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Como escolher um professor particular de matemática: 7 perguntas antes de fechar

Sete perguntas para fazer antes de contratar um professor particular de matemática, e o que cada resposta revela sobre a forma como ele trabalha.

Por Taciane Andrade , licencianda em Matemática pela UFMG

Quase toda família chega na busca por professor particular depois que outra coisa já falhou. A escola avisou, a nota caiu, o aluno travou. E aí a pergunta que aparece é “quem?”, quando a pergunta útil é “como esta pessoa trabalha?”.

Currículo diz pouco. Eu sou licencianda em matemática pela UFMG, e isso me coloca no mesmo parágrafo de dezenas de outras pessoas que ensinam de formas completamente diferentes. O que separa uma aula que funciona de uma que não funciona não aparece no diploma.

Abaixo estão as sete perguntas que eu faria se estivesse do outro lado, com o que cada resposta revela.

1. “Como você descobre o que meu filho não sabe?”

Esta é a primeira porque é a que mais separa. A dificuldade em matemática quase nunca está no conteúdo do bimestre. Está três anos atrás, em alguma coisa que nunca foi fechada e que todo conteúdo novo continua exigindo.

Um aluno do primeiro ano do médio que não entende função raramente tem problema com função. Ele tem problema com operação de sinais, ou com fração, ou com a ideia de que uma letra representa um número que varia. A aula de função vai passar por cima disso e o aluno vai sair da aula com a mesma lacuna e uma frustração a mais.

Resposta que indica cuidado: a pessoa descreve algum procedimento concreto de investigação antes de começar a ensinar. Uma conversa, uma lista curta de diagnóstico, um pedido para ver o caderno e as provas antigas.

Resposta que acende alerta: “me manda a matéria que ele está vendo que eu preparo a aula”. Isso é aula de reposição de conteúdo, não é recuperação de aprendizagem.

2. “Posso ver como é uma aula antes de contratar?”

Primeira aula gratuita virou padrão de mercado. Praticamente todo professor particular oferece, então a existência dela não diz nada. O que diz é o que acontece dentro dela.

Se a aula gratuita for uma conversa de vendas, você aprendeu pouco. Se ela for uma aula de verdade, com o aluno resolvendo coisa e o professor observando onde ele trava, você conseguiu a informação mais cara do processo de graça.

Eu uso esses 30 minutos para ver o aluno errar. Erro é informação. Um aluno que erra 7 vezes 8 e um aluno que erra a regra de sinais têm problemas diferentes e planos diferentes.

3. “O que acontece entre uma aula e outra?”

Uma hora por semana é pouco tempo. Se a única coisa que existe é essa hora, o aluno passa seis dias sozinho com a dúvida que apareceu na terça.

Pergunte se existe algum canal para a dúvida do dever de casa, e com que limite. Não precisa ser suporte ilimitado, precisa ser combinado. Eu respondo dúvida por mensagem entre as aulas porque a dúvida que o aluno tem na hora do dever é mais valiosa que a que ele lembra de trazer na semana seguinte.

4. “Como eu vou saber se está funcionando?”

Nota é um indicador atrasado e barulhento. Um aluno pode melhorar bastante e tirar a mesma nota porque a prova cobrou justo o tópico que ainda não foi trabalhado.

Peça um indicador que apareça antes da nota. Alguns que funcionam:

  • O aluno passou a tentar o exercício antes de dizer que não sabe.
  • O caderno passou a ter conta escrita em vez de só resposta.
  • A dúvida mudou de “não entendi nada” para “não entendi esta passagem”.
  • O tempo até pedir ajuda aumentou.

Essas coisas mudam semanas antes do boletim. Um professor que acompanha o aluno de perto consegue apontar qual delas mudou.

5. “Você dá aula para a prova ou para a matéria?”

As duas coisas são legítimas e servem para momentos diferentes, mas confundir as duas é a maior fonte de frustração que eu vejo.

Preparação para uma prova específica na semana que vem é treino: resolver muitos exercícios do formato que vai cair, decorar o que precisa ser decorado, ganhar velocidade. Funciona para aquela prova e não constrói quase nada.

Recuperação de aprendizagem é outra coisa, é mais lenta, e nas primeiras semanas pode até parecer que rende menos. Ela volta atrás, fecha buraco, e o ganho aparece em tudo que vem depois.

Se falta uma semana para a prova, treino é a escolha certa. Se o problema se repete há dois anos, treino só adia.

6. “Quanto custa, e o que está incluído?”

Peça o valor e peça o que está dentro dele. Aula de quantos minutos, material depois, suporte entre aulas, deslocamento no caso presencial, política de remarcação.

Faixa de preço e o que faz o valor subir ou descer eu detalhei em quanto custa uma aula particular de matemática. O resumo é que o preço varia mais por nível de ensino e por deslocamento do que por formação do professor.

Uma observação sobre plataformas: em vários marketplaces de aula particular o aluno precisa assinar um plano para conseguir falar com o professor. Vale conferir antes se o contato é direto ou se existe uma taxa entre você e a pessoa que vai dar a aula.

7. “O que você faz quando o aluno não faz o que combinou?”

Esta é a pergunta que quase ninguém faz e que prevê bastante coisa. Aluno com dificuldade em matemática costuma ter também uma relação ruim com a matéria, e uma relação ruim produz fuga. Ele vai deixar de fazer o exercício, vai chegar atrasado, vai dizer que entendeu quando não entendeu.

A resposta que me preocupa é a que trata isso como falta de caráter. Um aluno que evita matemática está protegendo a autoestima dele, não desafiando você. Quem entende isso ajusta a dificuldade do exercício para que ele volte a acertar alguma coisa, e a fuga diminui.

O que eu não colocaria na lista

Formação da instituição X. Ajuda, mas não distingue. Existe muita gente bem formada dando aula ruim e gente sem diploma dando aula excelente.

Anos de experiência. Dez anos repetindo a mesma aula não são dez anos de experiência.

Quantidade de alunos aprovados. É um número sem denominador. Ninguém publica quantos não foram.

Se quiser testar as sete comigo

A aula diagnóstica é gratuita, dura 30 minutos, e serve exatamente para isso: você faz as perguntas, eu vejo o aluno resolver, e no final eu digo o que encontrei, inclusive quando o que encontrei é que o caso não é para mim.

Atendo online para todo o Brasil e presencialmente em Belo Horizonte e região.

#pais#como escolher#aula particular

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Dou aulas particulares de matemática para ensino fundamental, médio e para as matérias de exatas do ciclo básico da faculdade: online para todo o Brasil, ou presenciais em Belo Horizonte e região. A primeira conversa é uma aula diagnóstica gratuita.

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