Matemática do CEFET-MG: o que estudar para 2027
A seleção do CEFET-MG para 2027 é fase única, com 2.174 vagas e um caderno só, de cinco matérias. O que isso muda no jeito de estudar matemática.
Por Taciane Andrade , licencianda em Matemática pela UFMG
Resposta direta: a seleção do CEFET-MG para 2027 acontece em fase única, com um caderno único de questões objetivas de cinco matérias — português e literatura, matemática, ciências, geografia e história. As inscrições foram até 5 de outubro de 2026, e a data prevista da prova é 29 de novembro. São 2.174 vagas, distribuídas entre nove campi. A consequência prática para o estudo: aqui não existe uma prova de matemática isolada para treinar, existe uma prova de resistência de três horas em que a matemática é uma parte — e é isso que o plano de estudo precisa levar em conta.
Os números da seleção de 2027
Do Edital nº 491/2026, que regulamenta o processo:
| Item | O que diz o edital |
|---|---|
| Vagas | 2.174, nas modalidades Integrada, Concomitância Externa e Subsequente |
| Campi | Araxá, Belo Horizonte, Contagem, Curvelo, Divinópolis, Leopoldina, Nepomuceno, Timóteo e Varginha |
| Inscrições | 1º de agosto a 5 de outubro de 2026, pelo portal da Copeve |
| Taxa | R$ 75, com pagamento até 6 de outubro |
| Isenção | Pedido de 1º de agosto a 15 de setembro de 2026 |
| Prova | Fase única, objetiva; data prevista em 29 de novembro (domingo) |
| Matérias | Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, Matemática, Ciências, Geografia e História |
A data da prova é prevista, não definitiva — confira no portal da Copeve e no edital antes de montar cronograma em cima dela. O mesmo vale para a distribuição de questões por matéria, que muda entre edições e precisa ser lida no edital do ano.
Vale registrar uma coisa que quase ninguém nota na hora de escolher: a modalidade Integrada junta ensino médio e curso técnico, e é a que a maioria das famílias quer quando fala “CEFET”. As outras duas — Concomitância Externa e Subsequente — pressupõem que o aluno já está no médio ou já o concluiu. Errar isso na inscrição custa o processo inteiro.
O que muda por ser fase única, com caderno único
Essa é a diferença que importa em relação a outras seleções da região. Numa prova em que as cinco matérias dividem o mesmo caderno e o mesmo tempo, a matemática não é uma prova que começa e termina: são questões espalhadas, encontradas quando o aluno já está lendo há uma hora.
Três consequências, todas treináveis:
- A ordem de resolução vale nota. Quem começa na primeira questão e segue em linha reta chega nas questões de matemática com o pior do cansaço. A estratégia que funciona é passar o caderno inteiro rápido, resolver o que sai em menos de dois minutos, e só depois voltar.
- Abandonar questão é habilidade. Numa prova mista, cinco minutos gastos numa questão de geometria são cinco minutos tirados de três questões fáceis de outra matéria. Isso se aprende com simulado cronometrado, e só com ele.
- O cansaço de leitura é real. Português com literatura, ciências, geografia e história são muito texto. O aluno que nunca fez três horas seguidas de prova não sabe como o próprio raciocínio responde na terceira hora.
Como estudar a matemática dessa prova
O conteúdo é a matemática do ensino fundamental — o mesmo território das outras seleções técnicas da região. O que muda é a ênfase:
- Aritmética aplicada, sempre. Porcentagem, razão e proporção, regra de três e unidades de medida. É o grupo que mais aparece, e o que mais aparece dentro de questões de outros temas.
- Leitura de tabela e gráfico. Numa prova com ciências e geografia no mesmo caderno, dado organizado em tabela aparece o tempo todo, e interpretar tabela é tarefa de matemática.
- Álgebra funcional. Equação do 1º e do 2º grau e sistemas, cobrados a partir de problema em texto — a dificuldade é montar, não resolver.
- Geometria plana com medida. Área, perímetro, ângulos, semelhança e Pitágoras, quase sempre junto de uma conta com fração ou decimal.
E a parte que não é conteúdo: resolver provas anteriores do próprio CEFET-MG, cronometradas, com o caderno completo. Não a prova de matemática recortada — o caderno inteiro. É o único jeito de descobrir onde a sua atenção cai, e a partir disso decidir em que ordem você vai resolver no dia.
A reta final: as semanas até 29 de novembro
Com a prova prevista para 29 de novembro, quem está lendo isto em outubro tem cerca de sete semanas. É tempo para um plano sério, desde que o plano escolha. A divisão que eu uso:
| Semanas | Foco |
|---|---|
| 1 e 2 | uma prova anterior completa do CEFET-MG, cronometrada, e a lista dos erros por assunto |
| 3 e 4 | os dois ou três assuntos que mais apareceram nos erros, com muita questão em texto |
| 5 e 6 | um caderno completo por semana, no tempo da prova, treinando a ordem de resolução |
| 7 | só revisar os próprios erros, exercício leve e descanso na véspera |
O ponto em que a maior parte dos alunos de 9º ano perde questão nesta prova é a álgebra dentro do problema em texto: montar a equação, não resolver.
“O erro mais clássico do nono ano é achar que álgebra é só um monte de letra solta sem sentido. Eles travam porque esquecem que a manipulação algébrica nada mais é do que a velha aritmética que eles já sabem, só que generalizada.”
— Taciane Andrade, professora particular de matemática
Um teste de cinco perguntas para saber onde o aluno está nessa parte, e o hábito que destrava a maior parte dos erros, estão em matemática do 9º ano: a álgebra que trava o aluno no ensino médio.
Por onde começar
Eu começo por 30 minutos de diagnóstico, gratuitos: questões no estilo da prova, uma por tema, para descobrir quais lacunas dos anos anteriores estão ativas. É comum encontrar um aluno de 9º ano que erra a questão de área por causa da fração no meio da conta, não por causa da geometria. Quem estuda geometria nesse caso está resolvendo o problema errado.
Do diagnóstico sai a única decisão que importa no começo: fechar base antes, ou ir direto para o treino no formato da prova. Com a prova prevista para o fim de novembro, o tempo é suficiente para um plano sério, e curto o bastante para não caber erro de rota.
Para saber de quantas aulas o seu caso precisa antes de decidir qualquer coisa, a aula diagnóstica gratuita responde isso em 30 minutos.