Colégio Militar de BH: 4 semanas até o exame de matemática
O Exame Intelectual dos Colégios Militares é em 18 de outubro e exige 50% dos pontos em matemática. O que dá para fazer com as semanas que restam.
Por Taciane Andrade , licencianda em Matemática pela UFMG
Resposta direta: o Exame Intelectual do processo seletivo dos Colégios Militares para 2027 foi aplicado em 18 de outubro de 2026. Para quem fez a prova, o que vem agora é o gabarito, o prazo de recurso e os resultados, entre outubro e dezembro. Para quem vai prestar a próxima edição, de ingresso em 2028, há cerca de um ano pela frente, e um ano é tempo para fazer o que quatro semanas não permitem: fechar a base de matemática antes de treinar a prova.
As datas e regras abaixo descrevem a edição 2026/2027. Confira sempre no edital e no site do concurso, em concurso.cmbh.eb.mil.br, antes de organizar qualquer coisa.
Para quem fez a prova em 18 de outubro
Pelo calendário divulgado para esta edição:
| Etapa | Data prevista |
|---|---|
| Gabarito preliminar | 19 de outubro, a partir das 12h |
| Prazo de recurso | 20 e 21 de outubro |
| Resultado parcial da prova objetiva | 13 de novembro |
| Resultado parcial da produção textual | 27 de novembro |
| Resultado final do exame intelectual | 11 de dezembro |
Duas coisas valem a pena enquanto os resultados não saem:
- Corrigir a prova com o gabarito, questão por questão, e anotar em quais temas os pontos foram perdidos. Se o resultado não vier, essa lista é o ponto de partida mais preciso para a próxima tentativa.
- Não parar de estudar se ainda houver CEFET-MG ou Coltec pela frente. As duas seleções acontecem em novembro e cobram a mesma matemática do fundamental. A reta final está em Matemática do CEFET-MG e Matemática do Coltec.
A regra que define a estratégia
O concurso tem uma característica que muda tudo em relação a uma prova de escola: o candidato precisa de no mínimo 50% dos pontos em cada uma das provas objetivas, de matemática e de língua portuguesa, para seguir no processo. Não é média entre as duas. É um piso em cada uma.
A consequência prática: ir muito bem em português não compensa ficar abaixo da linha em matemática. Passar de 80% para 90% em português não muda nada; passar de 45% para 55% em matemática muda tudo. Por isso a primeira pergunta de qualquer preparação não é “o que estudar?”, e sim “onde ele está em relação ao piso?”.
Quem vai prestar a próxima edição
A edição de ingresso em 2028 é para:
- quem vai entrar no 6º ano em 2028, que hoje está no 4º ano;
- quem vai entrar no 1º ano do ensino médio em 2028, que hoje está no 8º ano.
Ainda não há edital. Neste ano, ele saiu no Diário Oficial em 31 de julho e a prova foi em 18 de outubro. Se o calendário se repetir, o próximo edital sai por volta de julho ou agosto de 2027, com a prova em outubro de 2027. É uma estimativa, não uma data: confirme quando o edital sair.
Um ano de preparação, em três fases
Com um ano, o trabalho deixa de ser escolher o que cortar e passa a ser fazer as coisas na ordem certa.
| Período | Foco |
|---|---|
| Novembro a fevereiro | Base. Fração, porcentagem, razão e proporção e equação do 1º grau até ficarem automáticas. É o que sustenta quase todo enunciado da prova |
| Março a junho | Conteúdo do edital e provas anteriores. Os temas da série, com questões das edições passadas, sem cronômetro ainda |
| Julho a setembro | Formato. Simulado completo, cronometrado, no horário da prova, a cada duas semanas; produção textual treinada com correção |
Para quem vai tentar o 1º ano do ensino médio, a fase de base inclui a álgebra que o 8º e o 9º ano introduzem. O erro mais comum nessa idade está em a álgebra do 9º ano, com um teste de cinco perguntas para saber onde o aluno está.
Uma aula por semana costuma bastar nas duas primeiras fases. Na terceira, duas aulas por semana rendem mais, porque o intervalo curto entre simulado e correção impede que o aluno passe uma semana inteira errando do mesmo jeito.
As últimas quatro semanas, quando chegarem
Quem chega à reta final com a base fechada usa as quatro semanas para treinar prova, e é aí que se ganha os pontos que outro aluno igualmente preparado perde:
- Semana 1: um simulado completo para medir a distância até o piso e escolher três ou quatro temas.
- Semanas 2 e 3: só esses temas, escolhidos por dois critérios ao mesmo tempo: caem muito e o aluno erra.
- Semana 4: duas simulações completas, cronometradas, no horário da prova, treinando ordem de resolução e a decisão de abandonar questão travada.
E o que não fazer nessa fase: começar conteúdo novo na terceira semana, trocar simulado cronometrado por lista comentada, estudar sete horas no sábado em vez de duas horas em quatro dias, e esquecer a produção textual, que é a parte em que uma semana de atenção costuma dar ganho visível.
Por onde eu começo
Com 30 minutos de diagnóstico, gratuitos: questões no estilo da prova, uma por tema, para localizar as lacunas ativas e estimar a distância até o piso de 50% em matemática. Para quem fez a prova este ano, o diagnóstico parte da própria prova corrigida, que é o retrato mais fiel que existe.
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